Os chefs de cozinha paraenses que estão brilhando na COP30

A cultura alimentar do Pará como peça-chave para a justiça climática. E quem brilha nessa história são alguns chefes de cozinha paraenses que você precisa conhecer!

Os sabores e as aromas da floresta

No calor úmido de Belém, o tucupi borbulha, o jambu treme, o açaí tinge o prato de roxo, e o cheiro do peixe fresco e ervas aromáticas da floresta perfumam o ambiente.
É assim que o Brasil vai receber o mundo na COP30, transformando a gastronomia amazônica no idioma oficial da sustentabilidade.

Maniçoba com arroz e farinha de mandioca – Istock

Pense em um banquete onde o pirarucu, farinha d’água, maniçoba e feijão de Santarém, são só o prato principal. De sobremesa tem o chocolate de origem combinando com tapioca e sorvete do melhor cupuaçu. Na mesa, o que está sendo servido é uma idéia poderosa de que a floresta e justiça climática também se defende com os sabores da terra. Como bem disse Tainá Marajoara, uma das chefes que vai brilhar na COP30: 

 

Açaí e peixe frito – Istock

Além do sabor: biodiversidade, soberania alimentar e agricultura familiar à mesa

De povos indígenas a comunidades quilombolas, dos mercados de Ver-o-Peso aos laboratórios de chefs contemporâneos, a gastronomia paraense chega à COP30 como o manifesto da riqueza e da biodiversidade da Terra, clamando por soberania alimentar, comida orgânica e preservação do meio-ambiente.

E quem conduz esse espetáculo é um grupo de cozinheiros, artistas e ativistas que transformaram o ato de cozinhar em uma forma de diplomacia.

A seguir, conheça os chefs que vão brilhar na COP30  e mostrar ao mundo que o futuro também se põe à mesa.

Tainá Marajoara – ancestralidade e resistência cultural à mesa

Divulgação – Instagram

Filha do povo Aruã-Marajoara, Tainá é pesquisadora, cozinheira e ativista da soberania alimentar indígena.

Confirmada pela ONU como uma das responsáveis pela curadoria de alimentação da COP30, ela levará aos cardápios da conferência o conceito de cozinha-matriz indígena  uma gastronomia que une nutrição, cosmologia e resistência cultural.
Sua presença garante que o maior evento climático do mundo tenha também o sabor da floresta.

Saulo Jennings – o guardião do rio e da tradição

Divulgação – Instagram

Chef do renomado restaurante Casa do Saulo, em Santarém (PA), Jennings é conhecido por traduzir a culinária ribeirinha em alta gastronomia.

Recusou-se a cozinhar um menu vegano para o Príncipe William, defendendo que “a Amazônia come o que a floresta dá”  uma visão que celebra a pesca sustentável e a cultura local.

Na COP30, seu protagonismo reforça que coerência e território são os ingredientes da sustentabilidade.

Claudomiro “Bola” Maués – sabor e identidade do Marajó

Divulgação – Instagram

Direto do Dom Maués Lé Bistrô, o chef Bola leva o espírito do arquipélago do Marajó à mesa global.

Durante a COP30, ele divide o comando de menus especiais com o chef Dom Aleixo no São José Liberto, em Belém, apresentando receitas que misturam técnica, memória e ingredientes emblemáticos como o tucupi, o jambu e a carne de sol marajoara.

Dom Aleixo – o alquimista da cozinha amazônica

Divulgação – Instagram

Com um pé na tradição e outro na experimentação, Marcos “Dom” Aleixo une elegância e regionalismo em pratos que são puro afeto.

Na COP30, ele promete um cardápio que resgata a Amazônia profunda  das ervas aromáticas às farinhas artesanais  em uma experiência que é, ao mesmo tempo, arte e manifesto.

Thiago Castanho – a Amazônia contemporânea

Divulgação: Instagram

Reconhecido internacionalmente, o chef paraense Thiago Castanho (ex-Remanso do Bosque) é símbolo da nova gastronomia brasileira: sustentável, autoral e ligada ao território.

Na COP30, ele será uma das vozes a defender a culinária amazônica como política pública, mostrando que comer bem também é um ato de preservação.

Os sabores locais da COP30

Além dos grandes nomes, a conferência contará com uma rede de empreendedores locais credenciados para alimentar as zonas Azul e Verde:

    • Iacitatá Cultura Alimentar
    • Govinda (vegetariano)
    • Delícias Quilombolas
    • Pães e Sorvetes Cairu
    • Coffee Lovers
    • Fábio Sicília Com. Imp. Exp. (do chef Fábio Sicília)

Juntos, eles criam uma sinfonia de texturas  dos cafés com priprioca aos sorvetes de taperebá  celebrando o que há de mais genuíno na culinária paraense.

 

Quando o mundo sentar à mesa pra debater a justiça climática, a gastronomia da Amazônia será  servida com 

A COP30 vai provar que sustentabilidade também se reflete na culinária orgânica e ancestral dos povos amazônicos.

Com inteligência, autoria gastronômica e sustentabilidade.

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